Falta de pilha não deixa ninguém trancado do lado de fora. Praticamente todo modelo de fechadura digital tem pelo menos uma destas saídas: alimentação de emergência via USB, contato para pilha 9V e chave mecânica.
Se você está na frente da porta agora, vá direto ao trecho que se aplica ao seu caso.
1. Alimentação de emergência via USB
A maioria das fechaduras digitais tem uma entrada para alimentação de emergência via USB na parte de baixo do painel externo. Normalmente é uma entrada USB, micro-USB ou USB-C dependendo do modelo.
Basta ligar ali um carregador de celular ou um power bank e a fechadura liga. Isso não carrega a pilha, apenas fornece energia suficiente para você digitar a senha ou usar a digital e entrar.
Se não encontrar de primeira, olhe embaixo do painel. O conector costuma ficar protegido por uma tampinha de borracha ou por um encaixe discreto.
2. Contato para pilha 9V
Alguns modelos têm, no lugar do USB, dois contatos metálicos no painel externo. Você encosta uma pilha 9V, daquelas retangulares de multímetro, nos contatos e segura.
A fechadura acende. Sem soltar a pilha, você digita a senha ou usa a digital normalmente.
Vale guardar uma pilha 9V em algum lugar fora de casa, porque de dentro ela não resolve nada.
3. Chave mecânica
Toda fechadura digital vendida no Brasil vem com chave mecânica justamente para essa situação. O segredo fica escondido, geralmente atrás da maçaneta, embaixo de uma tampa deslizante no painel ou numa ranhura discreta no corpo da fechadura.
Na prática, quase nunca a dificuldade é a chave não existir. A dificuldade costuma ser que ela está guardada dentro de casa, e nesse caso não serve para nada na hora em que se precisa dela.
Sobre isso vale ler onde guardar a chave mecânica, que é o erro mais comum de quem acabou de instalar.
Os avisos que vêm antes
Fechadura digital não para de funcionar sem avisar. Ela avisa por semanas, e o aviso costuma passar despercebido. Os sinais são:
- Um bipe diferente, mais longo, a cada abertura
- Luz vermelha piscando no painel
- Aviso no aplicativo, nos modelos conectados
- O motor soando mais lento na hora de destravar
Quem chega na porta com o painel apagado normalmente já tinha recebido algum desses sinais antes.
O que fazer depois de entrar
Duas coisas fazem diferença e quase ninguém faz.
A primeira é trocar o jogo inteiro de pilhas, não só a que acabou. Quando se mistura pilha nova com pilha usada, a nova descarrega mais rápido para compensar a velha, e o problema volta em poucas semanas.
A segunda é usar pilha alcalina comum, e não recarregável. A pilha recarregável trabalha numa tensão um pouco mais baixa, e a fechadura interpreta isso como carga acabando antes da hora. O resultado é trocar pilha com mais frequência e achar que a fechadura tem defeito.
Também é importante não deixar a fechadura com pilha vazando dentro. O vazamento corrói os contatos, e aí o problema deixa de ser pilha e passa a ser conserto de painel. Aqui no litoral isso é mais sério, porque a maresia já trabalha contra a ferragem por conta própria.
Se a fechadura ligou e ainda assim não abre
Nesse caso o problema não é pilha. Pode ser o motor, a placa, o leitor de digital ou o mecanismo da porta emperrado, e cada uma dessas causas tem um caminho diferente de solução.
Mande uma foto do painel pelo WhatsApp e conte o que acontece quando você tenta abrir, se acende, se apita, se o motor faz barulho. Com isso um especialista já consegue dizer se é ajuste, peça ou troca.
Fazemos conserto de fechadura digital mesmo quando ela foi comprada em outro lugar.
O Chaveiro Magenta trabalha com fechaduras digitais há 15 anos e é especialista em fechaduras desde 1917, no Centro de Santos. Atendemos Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Litoral Norte.
