A maresia estraga a fechadura. O sal trazido pelo ar do mar se deposita dentro do cilindro, trava os pinos do segredo e corrói as peças metálicas. O resultado é chave dura, que não gira ou que chega a quebrar dentro do cilindro. Material mais resistente, lubrificação correta e limpeza periódica reduzem muito o problema.
Quem mora na Baixada Santista conhece o efeito da maresia no portão, na grade e no carro. Na fechadura é a mesma coisa, só que acontece por dentro, onde não dá para ver.
O que acontece dentro da fechadura
O ar perto do mar carrega partículas de sal e umidade. Elas entram pela abertura onde a chave é colocada e se depositam no interior do cilindro.
Dentro do cilindro ficam os pinos que formam o segredo. Eles precisam subir e descer livremente quando a chave entra. Com o sal acumulado e a corrosão, os pinos passam a travar. A chave entra com dificuldade, precisa de jeitinho para girar e, em algum momento, não gira mais.
O mesmo acontece com a lingueta, o trinco, as molas internas e as dobradiças.
Os sinais
- Chave entrando dura ou precisando de força para girar
- Chave que gira só depois de mexer várias vezes
- Trinco lento para voltar
- Manchas esverdeadas, brancas ou avermelhadas na ferragem
- Maçaneta dura ou com folga
- Dobradiça rangendo
Quanto mais perto do mar e mais exposta a porta, mais rápido esses sinais aparecem.
O que não fazer
Não forçar a chave. Chave forçada pode quebrar dentro do cilindro, e aí o conserto fica mais caro.
Não usar óleo de cozinha nem graxa grossa. Eles grudam poeira e sal e, com o tempo, pioram o travamento.
Não esperar travar de vez. A corrosão avança. O que hoje é limpeza e lubrificação pode virar troca de cilindro se esperar demais.
Material que resiste melhor
Nem toda ferragem reage igual à maresia. Em linhas gerais:
| Material | Resistência à maresia |
|---|---|
| Latão | Boa |
| Aço inox | Boa |
| Ligas mais simples e peças só com pintura | Menor, corroem mais rápido |
Na hora de trocar a fechadura ou o cilindro de uma porta exposta ao mar, vale escolher peças de material mais resistente. A diferença de preço costuma se pagar na durabilidade.
Manutenção que faz diferença
Em imóvel de frente para o mar ou muito exposto, vale fazer esta manutenção uma vez por ano:
- Limpar a parte externa da fechadura com pano levemente úmido e secar bem
- Aplicar desengripante, do tipo WD-40, dentro do cilindro, para soltar o sal e a oxidação
- Finalizar com uma gota de óleo fino, como o óleo Singer de máquina de costura
- Testar todas as chaves, inclusive as que ficam guardadas
- Conferir dobradiças e molas, que também sofrem com o sal
Porta que fica muito tempo sem uso, como a de apartamento de temporada, costuma ser a que mais trava, porque o sal se acumula sem o movimento da chave.
Fechadura digital também sofre
A fechadura digital tem parte eletrônica e parte mecânica. No litoral, a umidade e o sal afetam os contatos e o painel. Vale escolher modelo com proteção contra umidade para porta externa, e cuidar das pilhas, porque pilha vazando corrói os contatos. Veja o que fazer se acabar a pilha.
Quando trocar o cilindro
Se a limpeza e a lubrificação não resolvem, o cilindro está comprometido e precisa ser trocado. Na maioria dos casos não é preciso trocar a fechadura inteira. Veja trocar o segredo ou trocar o cilindro.
Molas hidráulicas e portas de vidro também sofrem com a maresia. Veja mola hidráulica para porta de vidro.
Mande pelo WhatsApp uma foto da fechadura e conte há quanto tempo a chave está dura. Atendemos toda a Baixada Santista e o Litoral Norte. Mais sobre o serviço em fechaduras mecânicas.
O Chaveiro Magenta é especialista em fechaduras desde 1917, no Centro de Santos, e conhece de perto o que o litoral faz com a ferragem.
