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Molas hidráulicas

Troca de molas em condomínio: como planejar e orçar

Por Gabriel Magenta|Diretor, quarta geração da família Magenta|

O caminho mais seguro é fazer uma vistoria porta a porta, separar o que precisa de troca do que se resolve com ajuste, priorizar pelo risco e pelo movimento de cada porta, e executar em etapas para não interromper o acesso. Assim o orçamento fica claro e o condomínio não paga por troca que não era necessária.

Quando várias portas começam a dar problema ao mesmo tempo, a tendência é pedir a troca de tudo. Nem sempre é o melhor caminho. Parte das molas costuma estar boa e precisar só de ajuste, e trocar essas peças é gastar sem necessidade.

Primeiro passo: a vistoria

A vistoria é o levantamento de todas as portas com mola do prédio, uma a uma. Para cada porta, anota-se:

  • Onde fica e qual é o movimento dela
  • Qual mola está instalada e se ela é do tamanho certo para a porta
  • Se há vazamento de óleo
  • Se o braço, o suporte e a fixação estão firmes
  • Se a porta fecha, trava e tem a velocidade controlada
  • Se há atrito no trinco, na dobradiça ou no piso

Ao final, o condomínio tem um retrato real das portas, em vez de uma estimativa.

Segundo passo: separar ajuste de troca

Com o levantamento em mãos, as portas se dividem em três grupos:

GrupoSituaçãoO que fazer
AjusteMola inteira, do tamanho certo, só desreguladaRegular velocidade e fixação
TrocaMola vazando ou pequena para a portaSubstituir
Correção de atritoMola boa, porta com problema no trinco, dobradiça ou pisoCorrigir o atrito

Em muitos prédios, o grupo de ajuste é maior do que o de troca. É aí que o planejamento economiza.

Terceiro passo: priorizar

Nem tudo precisa ser feito de uma vez. A ordem que costuma fazer sentido é:

  1. Portas corta-fogo que não fecham ou não travam, por serem item de segurança e de vistoria
  2. Portaria e acessos principais, pelo movimento e pela segurança do prédio
  3. Portas que batem forte, que estão danificando batente e folha
  4. Hall de andar e escada, que costumam ser ajuste
  5. Áreas de pouco uso, que podem entrar numa etapa posterior

Quarto passo: escolher a mola certa para cada porta

A mola que substitui deve ser escolhida pelo movimento da porta. Na portaria e nas portas de muito movimento, indicamos Dorma. Nas portas de movimento menor, uma mola mais acessível resolve bem. Os critérios estão em qual mola escolher pelo fluxo da porta.

Trocar a mola da portaria por um modelo mais barato para economizar costuma sair caro, porque ela volta a falhar em pouco tempo.

Quinto passo: executar sem parar o prédio

A troca de mola leva pouco tempo por porta. Mesmo assim, organizar a execução por etapas evita transtorno:

  • Trocar a portaria em horário de menor movimento
  • Fazer um andar por vez nas portas de hall e escada
  • Avisar os moradores com antecedência
  • Deixar sempre um acesso liberado

O que pedir no orçamento

Um orçamento bem feito para condomínio costuma trazer:

  • A lista das portas, com o que será feito em cada uma
  • A separação entre ajuste e troca
  • A marca e o modelo da mola indicada para cada porta
  • O prazo e a forma de execução
  • A garantia do produto e do serviço

Com esse formato fica mais fácil comparar propostas e prestar contas à assembleia.

Fazemos vistoria porta a porta em condomínios de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Litoral Norte, com relatório e execução em etapas. Veja também o checklist de manutenção de portas do condomínio.

Mais sobre o serviço em molas hidráulicas.

O Chaveiro Magenta é especialista em fechaduras desde 1917, no Centro de Santos.

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