O caminho mais seguro é fazer uma vistoria porta a porta, separar o que precisa de troca do que se resolve com ajuste, priorizar pelo risco e pelo movimento de cada porta, e executar em etapas para não interromper o acesso. Assim o orçamento fica claro e o condomínio não paga por troca que não era necessária.
Quando várias portas começam a dar problema ao mesmo tempo, a tendência é pedir a troca de tudo. Nem sempre é o melhor caminho. Parte das molas costuma estar boa e precisar só de ajuste, e trocar essas peças é gastar sem necessidade.
Primeiro passo: a vistoria
A vistoria é o levantamento de todas as portas com mola do prédio, uma a uma. Para cada porta, anota-se:
- Onde fica e qual é o movimento dela
- Qual mola está instalada e se ela é do tamanho certo para a porta
- Se há vazamento de óleo
- Se o braço, o suporte e a fixação estão firmes
- Se a porta fecha, trava e tem a velocidade controlada
- Se há atrito no trinco, na dobradiça ou no piso
Ao final, o condomínio tem um retrato real das portas, em vez de uma estimativa.
Segundo passo: separar ajuste de troca
Com o levantamento em mãos, as portas se dividem em três grupos:
| Grupo | Situação | O que fazer |
|---|---|---|
| Ajuste | Mola inteira, do tamanho certo, só desregulada | Regular velocidade e fixação |
| Troca | Mola vazando ou pequena para a porta | Substituir |
| Correção de atrito | Mola boa, porta com problema no trinco, dobradiça ou piso | Corrigir o atrito |
Em muitos prédios, o grupo de ajuste é maior do que o de troca. É aí que o planejamento economiza.
Terceiro passo: priorizar
Nem tudo precisa ser feito de uma vez. A ordem que costuma fazer sentido é:
- Portas corta-fogo que não fecham ou não travam, por serem item de segurança e de vistoria
- Portaria e acessos principais, pelo movimento e pela segurança do prédio
- Portas que batem forte, que estão danificando batente e folha
- Hall de andar e escada, que costumam ser ajuste
- Áreas de pouco uso, que podem entrar numa etapa posterior
Quarto passo: escolher a mola certa para cada porta
A mola que substitui deve ser escolhida pelo movimento da porta. Na portaria e nas portas de muito movimento, indicamos Dorma. Nas portas de movimento menor, uma mola mais acessível resolve bem. Os critérios estão em qual mola escolher pelo fluxo da porta.
Trocar a mola da portaria por um modelo mais barato para economizar costuma sair caro, porque ela volta a falhar em pouco tempo.
Quinto passo: executar sem parar o prédio
A troca de mola leva pouco tempo por porta. Mesmo assim, organizar a execução por etapas evita transtorno:
- Trocar a portaria em horário de menor movimento
- Fazer um andar por vez nas portas de hall e escada
- Avisar os moradores com antecedência
- Deixar sempre um acesso liberado
O que pedir no orçamento
Um orçamento bem feito para condomínio costuma trazer:
- A lista das portas, com o que será feito em cada uma
- A separação entre ajuste e troca
- A marca e o modelo da mola indicada para cada porta
- O prazo e a forma de execução
- A garantia do produto e do serviço
Com esse formato fica mais fácil comparar propostas e prestar contas à assembleia.
Fazemos vistoria porta a porta em condomínios de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Litoral Norte, com relatório e execução em etapas. Veja também o checklist de manutenção de portas do condomínio.
Mais sobre o serviço em molas hidráulicas.
O Chaveiro Magenta é especialista em fechaduras desde 1917, no Centro de Santos.
