Nas portas corta-fogo, a vistoria do Corpo de Bombeiros verifica se a porta fecha e trava sozinha, se não está presa aberta com calço ou corrente, se as dobradiças com mola estão presentes e funcionando, e se a porta abre com facilidade pelo lado da rota de fuga. Porta calçada aberta é a irregularidade mais comum.
Essas portas fazem parte do que é avaliado para emitir e renovar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB. Sem ele, o prédio fica irregular. Em São Paulo, as exigências estão na Instrução Técnica 11 do Corpo de Bombeiros, "Saídas de emergência", e a porta corta-fogo em si segue a norma ABNT NBR 11742, "Porta corta-fogo para saída de emergência".
Para que serve a porta corta-fogo
A porta corta-fogo separa a escada do restante do andar. Em caso de incêndio, ela segura o fogo e principalmente a fumaça do lado de fora, mantendo a escada respirável para quem está descendo.
Ela só cumpre essa função se estiver fechada. Uma porta corta-fogo aberta, por melhor que seja, não protege nada. É por isso que a vistoria se concentra tanto no fechamento.
O que é verificado
Fechamento automático. A porta precisa voltar sozinha e encostar no batente, sem que ninguém empurre. A norma NBR 11742 pede três dobradiças com mola por folha para garantir esse movimento.
Travamento. Depois de fechar, a porta precisa travar. Porta que encosta e fica apoiada, sem travar, é apontada na vistoria.
Porta liberada. A porta não pode estar presa aberta por calço, corrente, cadeira, extintor ou qualquer objeto. É a irregularidade mais encontrada, porque muitos moradores calçam a porta para facilitar a passagem.
Abertura pelo lado da rota de fuga. A barra ou a maçaneta precisa abrir com facilidade pelo lado de quem está saindo pela escada, sem chave e sem esforço.
Integridade. A folha, o batente e a vedação não podem estar danificados, amassados ou furados.
Porta pesada com controle de velocidade. Porta corta-fogo com mais de 80 kg precisa de um dispositivo que modere a velocidade de fechamento, que normalmente é a mola aérea trabalhando junto com as dobradiças.
As irregularidades mais comuns
- Porta presa aberta com calço de madeira ou borracha
- Dobradiça com mola faltando, quebrada ou sem tensão
- Porta que fecha mas não trava
- Porta emperrada, que exige força para abrir
- Fechadura comum com chave instalada no lugar da ferragem correta
- Porta que bate forte e já danificou o batente
Várias dessas situações têm solução simples e rápida, desde que resolvidas antes da vistoria. Em porta corta-fogo emperrada ou que não trava explicamos as causas de cada uma.
Como se preparar
A melhor forma é fazer uma revisão das portas algumas semanas antes da data da vistoria. Assim sobra tempo para ajustar dobradiça, regular mola e trocar peça, se for o caso.
Um roteiro prático:
- Percorrer todos os pavimentos e testar cada porta corta-fogo, abrindo e soltando
- Anotar as que não fecham, não travam ou estão calçadas
- Conferir se cada folha tem as três dobradiças com mola
- Chamar a manutenção para as que falharam
- Orientar moradores e funcionários a não calçar as portas
O checklist de manutenção de portas do condomínio traz a lista completa para usar no dia a dia.
Dobradiça com mola ou mola aérea
Na maior parte das portas corta-fogo, as dobradiças com mola dão conta do fechamento. Em porta de muito movimento ou porta pesada, entra também a mola aérea. As diferenças estão em porta corta-fogo: dobradiça com mola ou mola aérea.
Fazemos revisão de portas corta-fogo em condomínios de Santos e da Baixada Santista. Mande uma foto ou vídeo da porta pelo WhatsApp e informe a data prevista da vistoria.
Mais sobre o serviço em molas hidráulicas.
O Chaveiro Magenta é especialista em fechaduras desde 1917, no Centro de Santos. Atendemos Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão e Litoral Norte.
